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Red Faction: Guerrilla – Review

Por Fernando Landeira - sábado, 1 agosto 200919 Comentários

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Produtora: Volition Distribuidora: THQ Gênero: Ação / Sandbox

Plataforma: PC/X360/PS3 Analista: Fernando Landeira

Red Faction é uma franquia de ação e ficção científica surgida em 2001 que chega em seu terceiro título com Guerrilla. Os títulos anteriores foram bem recebidos pelo público e pela mídia, mas não chegaram à fazer muito sucesso. Desta vez, a Volition tenta implementar uma mecânica de jogo em mundo aberto parecida com a de GTA e uma engine focada principalmente na destruição em massa. A engine Geo-Mod 2 foi criada com o objetivo de criar belos ambientes que sejam completamente destrutíveis. Será que os novos rumos tomados garantiram ao game um lugar na memória dos fãs do gênero? Continue lendo para saber a resposta.

Pegando sua marreta

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Em Red Faction: Guerrila você é um soldado que se chama Alec Mason e adivinhe só, você está em Marte! É isso mesmo, esta aventura toda se passa no Planeta Vermelho. Só que não o mesmo dos dias de hoje, mas sim aquele futurista, onde existe uma comunidade terrestre vivendo feliz lá. Ou não tão feliz assim, pois mesmo com edificações bonitas, veículos e estradas que dão a entender que está tudo correndo muito bem, existe uma facção chamada Earth Defense Force (EDF) que está dominando a população com punho de ferro. Você, que no início do jogo tem um motivo mais do que suficiente para se alistar na Red Faction, oposição da EDF, deve ajudar seus novos amigos à varrer da terra vermelha dessa escória de opressores.

O território marciano que pode ser percorrido pelo jogador é imenso, por isso é dividido por setores. Cada setor tem um aspecto único e só pode ser acessado quando o anterior tiver sido libertado da força EDF. Quando um setor é libertado ele está completamente livre de soldados inimigos e você pode brincar do que quiser, além de ter o sossego necessário para realizar certos objetivos secundários. Esse é um bom incentivo para focar suas atenções nas missões da Red Faction.

Do seu vasto arsenal, tem uma arma que se destaca das demais, a sua fiel marreta, Sledgehammer. A ferramente o acompanha durante toda a aventura, é o único equipamento que nunca pode ser retirado. Mas não é por menos, Sledgehammer não precisa de munição para destruir qualquer coisa, eu disse QUALQUER COISA. Lembra do velho bug de ficar preso entre algumas paredes? Pois é, ele não existe em Red Faction: Guerrilla, basta uma bela marretada que nenhuma parede aguenta em pé. E estamos falando de destruição detalhada, você sentirá o mínimo impacto de qualquer explosão, próxima ou longiqua.

Evoluindo para triunfar

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O exército EDF é bem organizado e armado até os dentes, além do mais você não terá muito tempo livre perto de tropas inimigas. Uma das notícias boas é que o seu personagem evolui conforme você compra novos equipamentos na safehouse. Mas isso demora, pois a moeda local é a matéria prima conhecida como Savage, que você conseguirá fazendo missões ou extraindo de minerais negros que podem ser encontrados em praticamente qualquer morro ou desfiladeiro. A tecnologia futurista trouxe brinquedinhos bem impressionantes para o mundo da guerrilha. Não muito avançado no enredo, você receberá uma arma desintegradora, que pode ser melhorada com upgrades simples. Você terá prazer de desintegrar tudo o que estiver no seu caminho só para ver o efeito especial causado pelo disparo. E seus alvos podem ser qualquer coisa que não seja o chão no qual você pisa, seus inimigos irão se tornar literalmente “nada”. Outra invenção que todo munda já imaginou como seria usar que você usa como quer em Guerrilla é a famosa mochila à jato.

A luta aqui é pela liberdade, então você terá que destruir tudo que simboliza a influência inimiga sobre a população, e isso inclui todos os tipos de outdoors e edifícios especiais. Sabe aquela torre que controla os satélites inimigos? Destrua ela e ganhe moral com seus aliados. Para que serve a moral? Simples, quanto mais você tem, mais seus aliados sentirão vontade de lutar ao seu lado e quando você tem um verdadeiro exército junto de você é obviamente mais fácil completar objetivos relacionados à invasões ou mesmo defesas de bases.

A história principal é interessante, mas não dura muito. Em contrapartida, se você resolver completar todos os objetivos secundários esse se tornará um dos maiores jogos dos últimos tempos. É sério, você poderá passar muito tempo realizando missões extras, elas estão presentes em grande quantidade, variedade e qualidade. Um exemplo dos mais legais é o que o jogo chama de Demolitions Master, onde o jogador deve destruir o prédio marcado em um curto período de tempo e com armamento limitadíssimo em alguns casos. É desafiante, mas é divertido e recompensador. Outro desafio baseado em destruição é o Collateral Damage, em que o jogador pega uma carona no veículo de outro guerrilheiro e apenas atira nos inimigos e em seus prédios. As fortes explosões e a quantidade de tanques e naves inimigas para se preocupar faz da experiência uma adrenalina pura.

Planeta com vida

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O cenário marciano se provou um ótimo playground em Red Faction: Guerrilla, você tem bastante espaço para pegar veículos e treinar acrobacias no terreno montanhoso. E você terá muitos veículos à disposição, pois você pode pegá-los emprestados de seus aliados, que por sua vez sempre estão passando pelas muitas estradas de Marte. Tudo é bem detalhado e o visual se mostra de alta qualidade à todo momento. Se você é daqueles que reclama quando os inimigos são todos iguais você encontrará um problema aqui, pois o exército EDF é bem rigoroso e absolutamente todos os seus soldados estão devidamente uniformizados, mas nem por isso você sentirá a velha sensação de que já matou “aquele cara”.

Ocasionalmente você ganha a chance de pilotar um robô especial conhecido como Walker. Existe mais de um tipo de Walker, mas até o menos poderoso pode causar um estrago tremendo em qualquer coisa que estiver em seu caminho. Pilotar as máquinas é um dos pontos altos da destruição que marca presença à todo momento no game graças à poderosa engine Geo-Mod 2.

A trilha e os efeitos sonoros casam perfeitamente com a ação e o som abiente não faz feio, ele consegue captar e transmitir bem a atmosfera do planeta. Sobre a dublagem, ela não se destaca, mas é competente o suficiente para cumprir o seu papel e não marcar nenhuma atuação ruim. Navegar pelo mapa é bem fácil, o que cansa é percorrer longas distâncias, o que chega a desanimar certas vezes. Em um certo ponto do jogo você recebe a possibilidade de comprar um upgrade que permite teleportar o personagem instantaneamente até qualquer safehouse do mapa se ela estiver desbloqueada, independente do jogador já ter ido lá ou não. Esse recurso se prova uma mão na roda assim que você o obtém e é só uma amostra de como as coisas podem ficar melhores.

Quebrando o último bloco de concreto

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Se fosse só pela grandiosa campanha e belos gráficos, Guerrilla já seria um ótimo jogo e valeria a compra de olhos fechados, mesmo considerando outros lançamentos de peso, eu diria que este aqui realmente vale a conferida. Mas como se não bastasse, a desenvolvedora Volition nos brindou com um ótimo multiplayer. São vários modos de jogo com direito à tudo o que foi usado na campanha, incluindo mochilas com poderes especiais, que tornam as partidas mais disputadas e muitas vezes imprevisíveis. Por exemplo, há uma que deixa o seu personagem invisível. OK, nós já vimos isso em um certo multiplayer mais jogado da Xbox Live, mas não deixa de ser uma adição importante no calor das partidas.

Como nem tudo é perfeito, e nem poderia, o jogo possui certos problemas sérios com a IA, os inimigos irão partir diversas vezes pra cima de peito aberto como se estivessem pedindo para morrer. Considerando a quantidade deles na tela, com uma taxa de frames constantemente boa diga-se de passagem, é compreensível que eles não tenham a melhor IA já vista, e eu fiquei com a impressão de que as atitudes idiotas deles foram deixadas de propósito para aliviar um pouco a pressão do jogador. Um bom sistema de cover fez muita falta também.

Após terminar a campanha principal e completar mais alguns objetivos extras que ficaram para trás, não foi difícil chegar à conclusão de que Guerrilla é definitivamente o ponto mais alto da franquia e sem dúvida alguma o melhor simulador de marretas em Marte que temos hoje no mercado. Se você é fã do gênero apenas compre o maldito jogo que você não terá como se arrepender.

Mais & Menos

+ Destruição pra ninguém botar defeito

+ Variedade satisfatória de objetivos

+ Upgrades simples, porém eficientes

+ Multiplayer competente

- A inteligência artificial dos personagens deveria ser melhor

Notas

Apresentação: 8,5

Gráficos: 8,5

Som: 8,0

Jogabilidade: 8,0

Diversão: 8,0 (x2)

Média: 8,25

Mais:

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19 comentários »

  • Bruno disse:

    Excelente review, extremamente detalhado e mostrando realmente todos os minimos detalhes do game, coisa que é dificil achar poa ai, nem os maiores sites de games tem reviews com tanta qualidade quanto o de vc’s, parabens!

    Antes de comprar o jogo eu queria saber como é esse negocio de conseguiir aliados, como funciona? É pq isso é uma das coisas que me interessou no game

    off:

    fação o review de Call of Juarez Bound in Blood.

  • Felipe - Ichigo disse:

    Belo review.. eu estou com vontade de jogr esse jogo, mais até agora não saiu para PC..

  • rafavox disse:

    Baita Rewiew…já ta no torrent! hehe

  • Spartan1590 disse:

    ótimo review! Obliterar é o que há! kkkk

  • Fernando Landeira (author) disse:

    Valeu galera.

    @ Bruno

    Vou tentar pegar o jogo emprestado, caso eu consiga você verá o review do Bound in Blood ainda este mês.

    Independente dele, eu tenho mais dois aqui para serem lançados.

  • Fabian Kurayami disse:

    EXCEPCIONAL REVEIW!

    Fernando só fica melhor a cada matéria.

    O jogo parece bom, me deu até vontade de joga-lo!

  • Bruno disse:

    Opa! Vlw fernando! To doido pra ver o review do Juarez aqui :)

    Eu já estava querendo comprar Red Faction, mas agora com esse review é 100% certeza q será meu proximo game.

    vlw!

  • Daniel disse:

    Excelente review, parabéns! belo jogo btw

  • Gui Radha disse:

    Belo review mlk! :D

  • Felipe (FeH The Joker) disse:

    Lindo review, demais eu tava na dúvida de pegar, agora que li o review me esclareceu demais, peguei o jogo vo começar amanha, vlws

  • Spartacus disse:

    Mais um otimo trabalho brother!

  • ArnaldoDK disse:

    Esse jogo me fez lembrar do clássico ”O vingador do futuro” do meu chara ”Arnold” Shuazzeneger ( sei que ta errado, não vou procurar no gugle o certo ), aquele filme crássico do Domingo Maior !!! nosssa, estou ficando velho demais …

  • Lufi disse:

    Muito massa a análise Fernando!!eu joguei na semana que lançou mas tava meio sem paciência quando joguei e terminei condenando o jogo precocemente.depois desse reciew eu darei uma nova chance a Red Faction =]

  • Tiago Medeiros disse:

    Muito bom, Fernando!!! Já vou dar jeito de pegar esse jogo
    \o/

  • ANTROPOMORFO disse:

    GTA para fãs de ficção científica como eu… mas tá carinho pra carai… na cduniverse.com tá R$ 58,00 ainda. Vou ver se pego pro PS3.

    Abraços.

  • Bruno disse:

    Aew, comprei o jogo! :)

    Não tive tempo pra jogar ainda. :/

    Me digam uma coisa, quando destruimos algo no jogo, esse algo q destruimos, fica destruido pra sempre? Ou chega uma hora q ele se “regenera”?

  • Fernando Landeira (author) disse:

    @ Bruno

    A maioria das coisas fica destruida pra sempre sim.

  • Bruno disse:

    Opa! Excelente!

    Vlw Fernando!

  • Mcdonalds disse:

    Review pra ninguem botar defeito!!!
    Muito bom Fernando..
    HCG RULES!!!

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